terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente te...m que ser o lugar. Ela me advertia com seu olhar de madrepérola.

Eu não entendia. 

Ser feliz para mim era sair de casa, depois da cidade, depois do estado e, se possível, do país.
Acreditava que quanto mais longe do início mais perto do final. 
Julgava a independência um modo de fugir.
Descobri que estava errada.
Quanto mais longe do final mais perto do começo.
Nada mais alto, banal e humano do que dizer: "eu sei ser feliz".

Dor, susto, drama e tragédia, a gente já nasce sabendo.
Saber ser feliz exige décadas para entender e, ao mesmo tempo, pede tão pouco.

Basta um ter o outro.
Ficar horas conversando abraçados.

Não depender de lugares famosos, de restaurantes, de aventuras exóticas para contar depois.
A felicidade é uma impressão, uma intensidade, que não há como descrever para os amigos.
Muitas vezes, se vive somente para relatar o quanto nossa vida é impressionante, mas lá no fundo persiste uma mágoa desconfiada de não vivermos o que realmente desejamos.

O que desejamos não se diz, se arde.

Saber ser feliz é se deliciar com bobagens e lembranças, brincadeiras e com a proximidade do corpo.

Não deixar o corpo ser apenas um corpo."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fundamentalismo ou amor inclusivo?





"(...) Acredito que, desse prisma maduro, não vale a pena morrer nem derramar sangue por causa dos credos, que foram formulados pelos religiosos no transcorrer da História. Muito mais importantes são: o amor divino que Jesus encarna, o despojamento de Buda, a entrega absoluta do Mahatma Gandhi à causa da paz, a pureza de São Francisco de Assis. (...) É preciso lapidar o diamante da nossa vida. Um dia, porém, concluímos o que para os santos é natural como a respiração. Plantar uma árvore é mais importante do que rezas mecânicas. Um abraço de amor vale mais do que a seriedade dos credos que não convencem. É melhor um banho de cachoeira do que os batismos de um formalismo sufocante. Preferível o palavrão de alerta às declarações hipócritas de um amor sem futuro."